Ao Monte
Senhorio
Abril 16

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11:32

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Entrada Livre
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Exposição final da residência colectiva Ao Monte para a criação de um livro de artista com o colectivo Senhorio - Ana Torrie, Carlos Pinheiro, Inês Azevedo, Marta Ribeiro, Mónica Faria & Nuno Sousa.

O Senhorio

Ao Monte 4


16.04 - 21h


Ana Torrie, Carlos Pinheiro, Inês Azevedo, Marta Ribeiro, Mónica Faria & Nuno Sousa.


Exposição final da residência Ao Monte para a criação de livros de artista, pelo coletivo O Senhorio.


Em exposição até 4.05 no Maus Hábitos


+ info: aomonte.maushabitos.com


Sobre o colectivo e a exposição:


“Em primeiro lugar, encontrámos a casa. Ligámos uns aos outros a combinar uma visita: "o espaço é incrível", disse-me a Mónica, "foi o Scotch que encontrou, tem pr ́aí uma dez salas, é mesmo o que estamos à procura!". Alguns tinham terminado a licenciatura há uns mesitos, outros estavam ainda naquele estado de quem já está farto de andar na escola. O sítio prometia, mas estava mal tratado: forrado a espessa alcatifa castanha, cheio de remendos, com as portas inclinadas e os tectos a cair. Ainda assim mantinha o charme das centenárias moradias burguesas da cidade.


Fizemos um acordo com o senhorio (o do apartamento) e conseguimos uma renda baixa a troco de fazermos várias obras (recuperar o chão de soalho, fazer a instalação eléctrica, etc). Planos e projectos eram muitos: uma associação, um espaço de exposição, um colectivo artístico, bar, concertos. Como no início éramos mais do que vinte, não era fácil estar de acordo. O nome Senhorio foi escolhido a votos no café Aviz, numa sexta à noite. As alternativas não eram famosas, Meia de Leite, Associação Mário Neto (credo!), entre outras ainda piores. Ganhou por um voto.


Os projectos mais megalómanos ficaram pelas intenções. Alguns deles foram motivo de reuniões, conspirações, textos e desenhos, muita conversa fora de horas. Enquanto isso, era preciso pilim para obras e materiais, rendas que começaram a acumular, ganhar a vida. Conseguimos boas receitas a vender cenas e merdas na Vandoma, fizemos festas para ajudar a pagar os custos do espaço, fanzines e desenhos para venda, concertos. No meio disso tudo, os projectos que mais queríamos realizar ficaram em águas de bacalhau, talvez por perda de pica, por falta de acordo entre os intervenientes, por falta de verbas, por não fazerem falta. Não tínhamos nenhum programa nem éramos metódicos. Um palpite: gostamos de ocupar o espaço das coisas por cumprir.


Ao longo de 5 anos muita gente passou pelo Senhorio, para trabalhar no espaço, para participar nas reuniões e nos projectos que nunca seriam realizados, para cantar e fazer canções, para beber uns copos e ver o que os outros andavam a fazer. Tornou-se um espaço de transição entre a escola e o mundo do (des)trabalho, um espaço de diálogo e conflito, muito amor e pouco sentido programático.


De resto, a tralha que se acumulou ao longo desse tempo foi ficando pelo sótão, alguns levaram para casa, muita coisa desapareceu, foi roubada, fugiu. Projectos para trabalhos, vídeos regravados uns em cima dos outros, fotografias e desenhos, alguns não se sabe quem tem. Reunimos aqui alguma dessa tralha possível. Foi necessário vasculhar em caixotes e em capas cheias de pó, recuperar discos de computador danificados e consultar videntes, um montão de coisas. Fizemos também uma espécie de livro, do mesmo modo que fizemos os fanzines do Senhorio, com aquilo que andamos agora a fazer.”


O Senhorio

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